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DICA DE NUNO MACHADO
“O conselho que dou a quem se quer iniciar neste tipo de provas é que faça como primeira prova o Trans-Portugal Garmin pelo facto de ser no nosso país, logo é perto de casa e tem um custo de deslocação baixo, com o conforto de ter as dormidas em hotel. O número menor de participantes faz com que cada atleta tenha um nome e não um número, e o facto de se processar no nosso clima ajuda muito em termos de adaptação. A orientação por GPS torna-a numa prova única em termos mundiais.””
Outro ponto de grande relevância nas provas épicas é o facto de grande parte delas serem feitas em pares e com regras muito rígidas sobre as distâncias, em termos de tempo, entre os dois elementos da equipa. E isto leva-nos à escolha seguinte:2 ::: “COM QUEM DEVO FAZER EQUIPA?”
O ponto fulcral para a formação de uma equipa e para o sucesso da mesma é a confiança. Os elementos da equipa têm que ter plena certeza que os dois, juntos, vão conseguir o principal objectivo a que se vão propor. Todos os outros objectivos classificativos dependem directamente da conclusão da prova. E como tal é imprescindível que cada um dos parceiros sinta que o outro o pode ajudar a atingir os objectivos. Esta situação faz com que os dois parceiros da equipa tenham andamentos o mais idêntico possível.
A palavra que me ocorre de seguida é comunicação. A comunicação entre os parceiros de equipa é de vital importância em todas as fases do processo desde o primeiro treino até ao cortar da linha de meta na última etapa. A comunicação durante a fase de treinos, e partindo do principio que os elementos da equipa treinam juntos ou fazem o mesmo esquema de treinos (os esquemas de treinos veremos numa próxima edição), permite-nos conhecer as reacções do nosso parceiro a cada tipo de esforço e de alguma forma perceber as reacções do outro através das nossa próprias reacções.
DICA DE JOÃO MARINHO “Penso que os dois se precisam de conhecer muito bem e estarem preparados para o pior cenário possível, isto é, a desistência, caso seja necessário, para auxiliar o parceiro. O sentido de humor também é bem-vindo.”
Depois de percebermos que a equipa funciona como equipa e não como um “par de ciclistas” este é o momento de definir os objectivos e se é verdade que no inicio o TEAM M&M tinha como objectivo acabar o Cape Epic, quase no final da fase de treinos subiram a fasquia e apontaram para as 60 horas e no meio da começaram a apontar a um lugar dentro dos 150 primeiros na categoria homens.
DICA DE ANDRÉ MALHA “A definição da equipa e a forma como a equipa se foi desenvolvendo foi para mim o elemento fundamental da conclusão do Cape Epic. É o que define se nos vamos divertir ou passar uns dias de competição horríveis. Outro conselho que dou aos elementos da equipa é que sejam condescendentes com os parceiros, após muitas horas em esforço ao sol o cérebro não é tão clarividente como em situações normais, e isso pode dificultar alguma tomada de decisão. É normal vermos equipas a discutir por situações patéticas e que não ajudam a atingir os objectivos. É importante que o elemento menos cansado tenha capacidade de manter a equipa a funcionar. São tantos dias que se eu hoje estou menos forte de certeza que noutro dia será o meu parceiro.”
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