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Texto: Carlos Vitorino | Fotos: Luis Duarte | Rider: Carlos Vitorino
Apostando na mesma saga de cores e padrão, a Scott prima pela subtileza e harmonia entre cores. Quem passa o olhar sobre esta bicicleta, dificilmente fica indiferente, pois o branco impera neste conjunto, onde se destacam os pneus Schwalbe Rocket Ron. Gostos não se discutem, mas pessoalmente acho que dá um carisma diferente, tornando-a numa bicicleta muito charmosa.
Este quadro conta com várias tecnologias, algumas delas exclusivas da Scott. O avançado processo CR1 é empregue no triângulo traseiro e no espigão de selim integrado onde consegue maximizar a rigidez, poupando assim peso, mas nunca comprometendo a sua durabilidade. No triângulo principal usa-se o HMX Net. Outra mais valia é o sistema de “amortecimento” SDS (Shock Damping System) que, como o nome indica, evita que algumas pequenas vibrações cheguem ao rider. Embora o espigão de selim seja de 38.2 mm de diâmetro, o que o faz ser mais rígido, consegue notar-se uma ligeira dissipação das pequenas vibrações.
Como é hábito em algumas bicicletas, opta-se pelas bichas completas (a Scott baptiza-o de SCR - Seal Cable Routing), minimizando o mau funcionamento dos cabos devido aos vários elementos da natureza, assim como a lama e água, que prejudicam o seu normal accionamento.
Componentes de topo
Se por um lado podemos falar na fiabilidade dos quadros da Scott, por outro a Ritchey assenta como uma luva nesta sinfonia de elementos de BTT, seja pelo seu design como pela sua inquestionável durabilidade. Contamos com umas rodas Ritchey WCS que rolam suavemente nos trilhos graças aos cubos DT Swiss 240, colaborando com a rigidez de toda a estrutura para impor arranques rápidos e precisos.
No amortecimento constatamos uma “fuga” ao grupo XX, sendo a suspensão responsabilidade da DT Swiss XC 100, mais leve. Com bastantes possibilidades de afinação, consegues encontrar o teu compromisso ideal. E assim que impões alguma velocidade e determinação, sentes a resposta de uma suspensão suave que absorve bastante bem tudo o que te aparece pela frente. O seu bloqueio é o mais prático de todos, minimalista e eficiente, basta um pequeno toque com o dedo ou até com a falange do dedo para o activares e desactivares.
Ao contrário das montagens de topo que usam aqueles pneus tipo “câmara-de-ar”, somos premiados com uns relativamente generosos Rocket Ron 2.1, que se agarram com unhas e dentes, são confortáveis e tornam todo o conjunto mais cómodo para o utilizador. A travagem como não podia deixar de ser esta a cabo dos potentes Avid XX que cumprem mais que a sua obrigação, mas na frente é acrescentada potência com um disco de 180 mm, portanto cuidado com o tacto, senão já sabes o que pode acontecer.
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