|

Texto, fotos e vídeo: Alexandre Silva
A localidade chama-se Waldershof mas o nome Cube é mais fácil de pronunciar. E é aqui, nesta pequena localidade bávara que nascem… cadeiras. De facto, a empresa Pending, um fabricante de cadeiras de escritório de topo, surgiu primeiro e foi o filho do proprietário que enveredou pelo negócio das bicicletas. Nos armazéns da Cube trabalham comerciais, designers, técnicos, etc. Só na linha de montagem são 200, distribuídos em dois turnos de 8h cada. A capacidade actual é de cerca de 1000 bicicletas por dia mas pode ser aumentada, consoante as necessidades, e chegar às 400 mil bikes anuais, que é a meta para 2011. Como a procura foi muito grande em 2010, ainda vimos alguns modelos a serem montados, mas para a semana já vão entrar nas linhas de montagem os de 2011. Andar na linha Escritórios - Depois de aprovado o lote, os quadros entram na linha de montagem de acordo com as necessidades da marca. As linhas de montagem são bastante flexíveis, podendo ter ao mesmo tempo mais do que um modelo diferente. Perde-se um pouco mais de tempo, pois os componentes têm de ser alterados nos pontos de montagem, mas ganha-se em capacidade de resposta às encomendas que são sempre diversificadas. E quando estas não surgem, aí sim, entra apenas um modelo na linha de montagem e é sempre a aviar. Cada responsável por uma “estação” está treinado apenas para montar determinados componentes, estando assim devidamente treinado para essa função. No final, as bicicletas são protegidas e embaladas, recebendo as etiquetas e, dependendo da altura do ano, podem mesmo ir directamente para uma loja sem passar pelo armazém da marca ou do importador de cada país. Vídeo Controlar a qualidade Alemães típicos que são, preocupam-se com a qualidade. Na China e em Taiwan os quadros são produzidos em fábricas com altos níveis de qualidade e na hora são inspeccionados por técnicos da marca germânica, pois assim detectam-se erros mais cedo e facilmente se corrigem sem aumentarem desnecessariamente os custos. Quando chegam a Waldershof passam por uma bateria de testes com o fim de detectar eventuais falhas a diversos níveis. Aproveita para fazer uma pausa na leitura e vê aqui o vídeo do centro de controlo de qualidade onde te explicamos o que cada máquina faz às pobres coitadas com vista a passarem não só as especificações Euro (obrigatórias) como, indo mais longe, ultrapassam ainda as Din+ e com margem de segurança. Sempre a rolar Também as rodas têm um espaço dedicado. Algumas, de topo, já vêm prontas a montar, mas em muitos modelos opta-se por aros de várias marcas (Sun Ringlé, DT, Alex, etc.) que são depois enraiadas por um processo misto homem-máquina, cada um com a sua função como podes ver neste vídeo. Os cubos já vêm com os raios e um operário coloca-o numa máquina, que faz girar o aro o suficiente para que só tenha que meter o raio no olhal e esperar que a máquina aperte. Quando estiver completo este processo, a roda desliza para dentro de uma máquina que uniformiza a tensão nos raios e alinha a roda. O processo acaba com a rápida colocação da câmara-de-ar e do pneu.

E o resto vais poder ver em breve, não só na edição de Setembro da BIKE Magazine como aqui no site e nas lojas a partir de fins de Setembro.
Visto: 421
|